Veja diferença entre curso tecnólogo e técnico, que marcam início da carreira

Por: Karin Sato
16/05/08 – 11h09
InfoMoney

SÃO PAULO – No começo da carreira, o profissional com formação técnica tem um leque maior de oportunidades. A gerente de marketing da ETEP Faculdades, de São José dos Campos – SP, Helen Toyama, explica que o curso técnico é profissionalizante, pois, com foco na prática, propicia a rápida inserção no mercado de trabalho.

A coordenadora do ETEP Carreiras, Andréia Oliveira, lembra que, apesar do curso técnico garantir a qualificação do aluno, de forma apropriada às demandas das empresas, as atividades exercidas por pessoas com formação técnica ainda são operacionais.

“O curso técnico constitui uma ótima opção para se inserir no mercado de trabalho, mas quem deseja um dia ocupar cargos de gerência pode procurar especialização. Com uma bagagem e uma formação técnica, é possível entrar para a faculdade já focando em uma área específica do ramo escolhido”, diz Andréia.

Técnico versus tecnólogo
Muitos confundem os cursos técnicos com os tecnólogos, ou acreditam que os tecnólogos são voltados para a tecnologia. De acordo com Helen, o curso técnico tem duração de um ano e meio, no mínimo, mas a média de duração é dois anos. Já os tecnólogos dão título de curso superior, com duração entre dois anos e três anos e meio.

“Nos cursos tecnólogos, há uma restrição de disciplinas [na comparação com a faculdade tradicional], que também são flexíveis. Isso significa que o conteúdo é sempre atualizado de acordo com as demandas do mercado. As aulas garantem profundidade, de forma que o estudante com curso tecnólogo é rapidamente inserido no mercado”, lembra Helen.

A outra diferença, segundo Andréia, é que o curso técnico é reconhecido por ordens de classe, ou seja, o técnico é certificado e pode ter um registro, como o do CREA.

Situação do mercado
Em abril deste ano, foram criadas mais de 3 mil vagas de emprego, sendo que, dessas, a maioria (58,45%) foram ocupadas por técnicos, analistas e assistentes. Isso significa que o mercado de trabalho está valorizando mais os profissionais com curso técnico.

O aumento das oportunidades criadas no ano passado reflete o bom momento financeiro protagonizado pelas organizações brasileiras. De acordo com recente estudo do Serasa, as companhias nacionais registraram, no ano passado, a maior rentabilidade da década. Em fevereiro último, o setor que mais criou vagas foi o industrial, respondendo por 26,51% dos 3.018 postos de trabalho.

Demanda
A coordenadora do ETEP Carreiras explica que não existe uma área que se sobressai, com relação às oportunidades de emprego, de maneira unificada em todo o País. “Depende muito da região onde o aluno está inserido”, garante. No Vale do Paraíba (SP), especificamente, os destaques são as áreas de mecânica, mecatrônica, informática e web design. O motivo é que o foco da economia local está nas indústrias.

Helen exemplifica as peculiaridades de cada região: um fenômeno que é observado nas regiões metropolitanas é a expansão das empresas de serviços, que estão garantindo muitas ofertas de trabalho. Entretanto, em São José dos Campo-SP, embora tenha havido crescimento do setor de serviços, a tendência não foi sentida. “O mercado da região gira muito em torno das indústrias”.

O salário médio de um profissional com formação técnica fica entre R$ 1 mil e R$ 1,3 mil. Ao entrar como estagiário, a média salarial varia de R$ 600 a R$ 650.

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